Muitos pensam que terapia é só pra quem tem problemas mentais. Na verdade, todo mundo pode se beneficiar da terapia. Hoje em dia, muita gente faz terapia como forma de se conhecer melhor. Conhecer-se melhor faz com que tomemos decisões mais acertadas, e consequentemente, que soframos menos. A terapia pode contribuir ainda para melhorar a autoestima e a autoconfiança, para reduzir o stress, e para resolver problemas profissionais e de relacionamento. Procurar um psicólogo não é motivo de vergonha, é sinal de que você está interessado em melhorar sua vida, procurar mais serenidade e confiança em todos os assuntos.

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3 Comentários para “Quem precisa de terapia?”

  1. Juan Pablo disse:

    Vou me identificar com o nome de Juan Pablo. Moro em Salvador – BA e tenho 25 anos. Sou tímido, tenho poucos amigos, relaciono-me mais com os colegas de trabalho, pois meus amigos são os virtuais. Nos finais de semana, passo todo o meu tempo trancado em casa, com a família e com os meus amigos virtuais. Nunca namorei na vida e ainda sou virgem. Por isso tenho medo de me relacionar com pessoas reais e estar em ambientes com muitas pessoas. Não me sinto à vontade com elas.

    Todo este meu sofrimento começou quando eu tinha 12 anos e inciara o ginásio. Nos primeiros dias conheci dois garotos da mesma idade, que me perguntaram se eu assistia filmes pornográficos. Disse-lhes que não porque os meus pais reprovavam por causa da pouca idade. Ele riram de mim, e pior foi que não ficou só nisso. No dia seguinte, toda a escola ficou sabendo. Um contava para o outro e estavam me esperando na entrada para me fazerem de alvo de chacotas, chamavam-me de bicha, de veado e toda sorte de adjetivos e insultos. Eu nunca passara por aquilo na vida. Por não estar preparado, não tive outra reação, a não ser chorar. Aí que eles se aproveitaram da minha fragilidade para me machucar na parte que mais me doía. Passei por isso durante quatro anos.

    Conversei com a minha mãe sobre a necessidade de mudar de escola, mas não dizia os meus reais motivos. Então ela dava a desculpa de que não dormiria na fila para conseguir uma vaga, já que a escola anterior fizera a transferência sem mais trabalhos.

    Daí passei a ficar agressivo em casa, até porque foi assim que aprendi a ser para tentar impor respeito e mostrar uma força que eu não tinha. Passei a maltratar a minha mãe com palavras, pois a via como a culpada de todo o meu sofrimento.

    Os meus dias transformaram-se num inferno pelos quatro anos que passei naquela escola. Eu não sabia se voltava à casa vivo ou não, porque eu estava constantemente me relacionando com pessoas da mais alta periculosidade. Eram seres com extintos animalescos, selvagens. Apanhei por diversas vezes, na fila da merenda, e não podia me defender por represália. Existia o termo “te pego na saída”. E não era só um, eram vários!

    Com o tempo, passei a observar mais nos outros homens, porque eu era de certa forma impedido de fazer isso. O proibido tornou-se atraente para mim. Conheci um colega de escola que me deixava louco, porque tinha uma voz grossa, jeito másculo, moreno, corpo sarado… Aquele conjunto mexia muito comigo. Certo dia, ele se aproximou de mim, como se fosse me beijar. Aquela provocação fez com que eu me sentisse constrangido, pois eu não sabia disfarçar os meus sentimentos. As pessoas que estavam próximas riram da situação.

    No último ano, a escola do ginásio havia feito um sorteio eletrônico para vagas em colégios modelos. Eu queria ter sido escolhido, mas não fui. Então resolvi falar com uma vizinha que conhecia uma pessoa que trabalhava numa escola situada num bairro nobre da cidade. Através da vizinha, consegui os contatos dessa pessoa, e num certo dia, combinamos de ir ao colégio para levar o meu histórico escolar que havia retirado da escola para qual eu fora transferido. Tudo correu bem e fiz a minha matrícula.

    Nos primeiro dia de aula, fiz amizade com umas meninas bem simpáticas. O meu assunto principal foi o sexo, que elas se entrosaram muito. Conheci uma garota chamada Ione, que me fazia muitos carinhos. Talvez quisesse algum tipo de relação comigo, namoro ou sexo, sei lá. Mas eu nunca dei bola pra isso. Não sentia nenhum tipo de atração sexual por ela, nem por nenhuma outra. O que mais me mexiam mesmo eram os rapazes, e que rapazes! Eram garotos lindos!

    Por duas vezes me vi em situação de constrangimento com garotos daquela escola. Na primeira vez, a colega Ione, citada anteriormente, trouxe-me um garoto que eu estava de olho há muito tempo, para que eu lhe ensinasse matemática, e nos deixou a sós. Só me lembro que o meu corpo todo tremia por estar sozinho com ele. Era a primeira experiência com um rapaz bonito como ele. Não me saída da cabeça que alguém podia entrar por aquela porta e me interpretar mal, talvez achar que eu paquerava o rapaz, não sei. Não me recordava mais o assunto da matéria, mas me esforçava ao máximo para que não ficasse explícito o meu nervosismo. Na segunda vez, outra colega me apresentou a outro colega que morava e ainda mora no mesmo bairro que eu, para que eu o acompanhasse até o caminho de casa. Esse também tinha qualidades que mexiam comigo. Fiquei super nervoso em estar sozinho com ele pelo caminho. Buscava assuntos para quebrar o silêncio e tornar aquela caminhada agradável e não dar a entender que a sua presença me deixava desconcertado. No dia seguinte, a colega que me apresentou o rapaz, contou-me que o mesmo lhe havia dito que sentiu medo que eu o atacasse e o jogasse dentro do mato para consumar o ato sexual, pois eu transparecia aquilo a todo o momento. Fiquei muito envergonhado com aquelas palavras.

    Gastei três anos de minha vida sentindo solidão naquele colégio. Todos namoravam, e eu era o único que vivia no meio as meninas, conversando coisas banais, pois sempre fui de poucos amigos. Chorei três em cada ano que passei no ginásio. A maioria das vezes por pura solidão e tristeza.

    No último ano, conheci uma colega evangélica, que sempre me dava conselhos da bíblica. Um dia não suportei mais a angústia e lhe confessei minhas dores e medos. De tanto ouvir ela falar em Jesus e salvação, acabei aceitando num dia muito difícil da minha vida. Essa atitude me deu forças para abandonar a masturbação e os filmes pornográficos. Passei a freqüentar a Igreja Universal e me batizei nas águas. Foi um processo dolorido porque eu já vinha há anos com um histórico medo das sessões de libertação, pois via as pessoas manifestadas com espíritos malignos e comecei a pensar que aquilo aconteceria comigo. Dava-me medo até de pôr os pés na Igreja. Mas, com o tempo, fui perdendo o medo. Porém o medo de ser possuído pelos espíritos não saía da minha mente.

    Nos últimos meses em que permaneci na Igreja, conheci um rapaz muito bonito. Era soldado do exército e estava fardado. Os meus olhos não saíam de cima dele. Depois vim saber que ele era um dos obreiros daquela Igreja. Eu gostava de estar nas mesmas reuniões que ele, pois podia contemplá-lo mesmo de longe. O desejo pelo proibido. Passaram-se os dias e ele começou a perceber os meus olhares insistentes.

    Num dia de Sessão de Descarrego, ele veio até mim e me pôs suas mãos sobre a minha cabeça, para fazer uma oração de libertação. Ele invocava pelo espírito da pomba-gira, dizendo que esta estava tentando me levar para o homossexualismo. Depois de alguns minutos, o pastor pediu que todos saíssem de seus lugares e se posicionassem frente ao altar, para receber uma imposição de mãos (os pastores da Universal fazem isso quando nenhum espírito se manifesta, é uma obsessão). Aquela foi uma estratégia para me colocar numa armadilha. Todos voltaram aos seus lugares e eu fui o último a receber a imposição de mãos. Dessa vez o foram o pastor e o obreiro que me fez a oração. Naquele instante, o meu coração começou a disparar, foi o obreiro quem percebeu porque estava com suas mãos sobre o meu peito enquanto que o pastor me orava com as mãos sobre a minha cabeça. Este dizia que o espírito da pomba-gira queria me levar para o homossexualismo, e que soltasse o meu coração. Depois de encerrada a oração, o pastor disse no microfone que o diabo queria me matar, que eu devia tomar cuidado. Isso foi terrível e humilhante pra mim. Por isso comecei a freqüentar menos a igreja e saí de vez.

    Hoje, eu não freqüento nenhuma religião. No último mês que passei na Igreja, comecei a ter contato com a internet e o sexo explícito virtual. Primeiro filmes héteros; depois gays. Os filmes gays me pareceram estranho nos primeiros dias. Agora são os meus preferidos. Fico excitado com um ativo penetrando um passivo, e tenho vontade de estar no lugar do passivo. Mas nunca tive vontade de tornar essa fantasia, realidade.

    Tornei-me um viciado compulsivo da internet. Preencho os meus horários vagos com acessos à internet. Antigamente eu gastava metade do salário numa lan house que fica perto de minha casa. Hoje, acesso de minha própria casa, pois financiei um computador com o dinheiro do FGTS. Conheci diversos sites gays durante o tempo em que freqüentava a lan house. Havia um rapaz que não saía desses sites. Por curiosidade, comecei a procurar no histórico do navegador. Então não parei mais de acessar esses sites. Fiz cadastro em diversos sites de relacionamentos gays. Todos os meus amigos virtuais são gays assumidos ou não, e conto pra eles tudo que estou sentindo e faço. Tudo mesmo. Hoje me encontrei com um deles para conversar num shopping.

    Estou vivendo um momento de angústia e ansiedade. Já marquei vários encontros para sexo casual, porém o medo do novo me atrapalha. Já não sei o que faço para vencer isso. Procurei atendimento psicológico, mas sempre ligam para marcar num dia que não posso estar presente ou o telefone toca e não escuto. Já tentei retornar para o número que me ligou, mas só dá fora de área ou desligado. Não estou agüentando mais esperar. O tesão e o medo se misturam, e me afligem.

    Preciso de uma palavra, de uma ajuda. Agradeço-lhe por ler essas linhas.

    Obrigado

  2. Edvaldo de Souza disse:

    Bom eu me considero uma pessoa normal sem ploblema.Mas na verdade tem alguns poblema, com relacionamento. Tem a empreção que eu espanto todos a meu redor, namoradas amigos tudo que se aprocima de mim. Por mas que eu me esforso, em estar procimo de algem sempre algo da errado e as pessos se vão. Parece que eu não tenho coração e não importo com niguem. Mas isto não e verdade eu tento fazer tudo certinho mas não consigo. Vou contar uma estoria no meu utimo Relacionamento, gostava e gosto muito dessa pessa. Mas o tempo que nos tivemos juntos eu sentia medo. De levala pra sair pra passeio nas balada pra qualquer lugar tinha este medo,porque eu não sei mas mesmo assim durou 4 anos. E so acabou por que acabei vassilando feio. Como eu não morava na mesma cidade que ela eu so ia de quinze e quinze (15) dias… Num fim diano eu conheci uma moça que dizia apaixonada por mim,e me covenseu a não ir passar o fim de ano com minha namorada. Fiz isto sem pensar no sem timento dela Mas hoje percebo que eu agi sem pessar no sentimento dela e no que ela sofreu com isso. Demorou quatro mezes pra eu ligar pra ela de novo. Logico ela não queria mas e houvi coizas dela, que feis eu perceber o motivos da minha solidão e das pessoas afastarem de mim. Neste tempo que eu fiquei com ela me sentia preso como um passarinho na gaiola. Como se eu tivesse medo de ser Feliz do lado dela. Mas isto não foi so com ela em otras Relacionamento Tabem. Tabem quanto estou so prarese que sou mas feliz… Por que ista meu Deus me ajude me ajude…..